Grupos de Investigação
Investigar é colocar-se em processo contínuo de descoberta!
Os Grupos de Investigação da Sigmund Freud Associação Psicanalítica são espaços de encontro entre sócios com o propósito de explorar e atualizar conhecimento sobre as temáticas propostas a partir da curiosidade e do desejo do grupo.
O feminino na análise: de Freud a Lacan
Birman (1996) considera que a feminilidade “é a outra face da experiência do desamparo e justo o oposto do masoquismo, na medida em que a feminilidade indica a perda dos emblemas fálicos, o que toca evidentemente a ambos os sexos. (…) Seria então para este limite absoluta da desfalicização e do desvanecimento narcísico que nos remete a experiência psicanalítica com a feminilidade, de maneira a abrir para o sujeito novas possibilidades de erotismo e de sublimação” (p. 19).
Partindo desta ideia, o grupo propõe um espaço de reflexão sobre o feminino no processo analítico por meio de leituras que problematizam esta questão, num percurso teórico que privilegiará especialmente a retomada dos conceitos freudianos empreendida por Lacan. (Referência: Birman, J. (1996). Por uma estilística da existência: Sobre a psicanálise, a modernidade e a arte. Editora 34).
Psicanálise & Maternidade: atravessamentos na clínica e na formação psicanalítica
E quando os desejos de se tornar mãe e analista caminham lado a lado? Quais são os desdobramentos na clínica e no percurso da analista? O grupo se debruçará sobre essas e outras questões para explorar a relação entre a maternidade e o fazer analítico.
Fica o convite a todos que tem esses temas como pontos de reflexão em seu ofício a se juntarem ao grupo nesta investigação.
Corpo, desejo e filiação: interlocuções entre a psicanálise e a tecnociência
Os conceitos de corpo, desejo e filiação para a psicanálise e sua relação com a tecnociência no campo da procriação medicamente assistida constitui o tema que nos propomos investigar. Como premissa, sustentamos que a construção de recursos psíquicos pertinentes à singularidade de cada sujeito, no terreno da alteridade, é condição para a realização do desejo de maternidade e paternidade, inclusive nos casos em que se faz necessário o auxílio médico por meio da reprodução assistida. Destaca-se que as possíveis alterações no campo simbólico provocadas pelas constantes inovações e intervenções da tecnociência nas diferentes formas de engendramento da vida necessitam que possamos fazer trabalhar a teoria diante dos desafios clínicos que se apresentam.
Sándor Ferenczi: contribuições à psicanálise contemporânea - Espaço de Leitura Compartilhada
Ao longo do ano de 2024 o Espaço de Leitura Compartilhada se debruçou sobre o estudo de importantes conceitos introduzidos na psicanálise por Sándor Ferenczi. Foram cerca de 20 encontros quinzenais com a participação de 10 sócios da Sigmund Freud Associação Psicanalítica. A partir da leitura prévia do livro “Por que Ferenczi?” de Daniel Kupermann e de textos escolhidos das obras completas de Freud e Ferenczi, este espaço de leitura compartilhada se propôs a discutir as contribuições teóricas e clínicas do psicanalista húngaro para a psicanálise contemporânea.
Para o ano de 2025, o grupo retomará seus encontros quinzenais e dará continuidade aos estudos, em especial dos conceitos de introjeção, neocatarse, análise mútua e empatia, além de acrescentar a leitura proposta por Luis Claudio Figueiredo do entrelaçamento da obra de Freud e Ferenczi em “Palavras Cruzadas entre Freud e Ferenczi” e do Diário Clínico.
Constituição psíquica e patologias graves na infância
Este grupo de investigação se propõe a trabalhar o entrelaçamento entre a constituição psíquica e a psicopatologia na infância a partir das inquietações movimentadas pela clínica. A proposta de trabalho é percorrer caminhos, a partir da contribuição de vários autores, que nos subsidiem e nos proponham aberturas, teóricas e/ou técnicas, para a clínica psicanalítica nos tempos da infância, especialmente frente às psicopatologias graves.
Psicanálise e Decolonialidade
Este grupo de investigação tem como objetivo tensionar a tradição psicanalítica a partir de perspectivas críticas e implicadas, considerando os atravessamentos de raça, gênero, classe e colonialidade na constituição do inconsciente.
Partindo da premissa de que a psicanálise não é neutra nem universal, propomos uma escuta implicada com o contexto latino-americano e com as populações racializadas, indígenas, periféricas, LGBTQIA+ e com os territórios historicamente marginalizados pelo projeto colonial-moderno europeu.
A proposta é desconstruir a ideia de um inconsciente isolado da cultura e afirmar que a subjetividade é política, atravessada por marcas materiais e simbólicas que exigem a contínua reinvenção da escuta analítica. O grupo se propõe a dialogar com autoras e autores que operam deslocamentos significativos na psicanálise.
Para isso, em um primeiro momento nos debruçaremos sobre duas obras centrais: O monstro que vos fala, de Paul B. Preciado e Psicanálise e Hibridez, de Thamy Ayouch.